6 Abr. 2026
Podemos comparar as mudanças que ocorrem, neste momento, em todo o mundo, às que se deram quando deflagraram a primeira e segunda guerras mundiais. Em alguns aspectos, pelo menos. Sem a invasão da informação volátil das redes sociais ou da propaganda massacrante dos órgãos de informação globais.
Ou seja, temos hoje consciência de várias guerras simultâneas, começando pelas tecnológicas, que ocupam hoje um espaço gigante nas nossas vidas. Boas de um lado e também más pela forma como são utilizadas maioritariamente por corporações sem consciência.
A maior das lutas é, com certeza, contra os maus comportamentos a que o planeta responde com uma força que não podemos ignorar. Vai ser incomparávelmente mais difícil e duradoura do que poderemos imaginar. Além de consumir a maior parte dos nossos recursos habituais para a sobrevivência.
Em comparação, as guerras fratícidas entre países, religiões, economias, sociedades e culturas parecem meras corridas para a frente, na tentativa de evitar os verdadeiros extremos ambientais que nos cairão em cima das cabecinhas pouco preparadas que ainda temos.
A verdade é que não crescemos ao mesmo ritmo do conhecimento, que não se refere apenas à tecnologia. Temos uma avalanche de informação que não tem digestão possível sem a medida certa de tempo. E a evolução humana não acompanha tudo o que já sabemos ou deveríamos ter em conta.
Somos ainda muito pouco para lidar com a mudança que já está no terreno. Temos mais olhos que barriga para fazer uma gestão digna das nossas condições de vida e deixamo-nos encantar pela informação, sem unhas para tocar a guitarra do conhecimento e, pior, confundir esses dois factores com a sabedoria de que necessitamos para usufruir dos brinquedos todos que já estãoà nossa disposição.
Resultando tudo isso em líderes fake, incapazes de nos governar, nos quais votamos apesar de todas as imbecilidades humanas que demonstram.
Esses fake-tudo, pretendem apenas imitar os velhinhos faz-tudo, que na sua humildade, de ferramentas atadas à cintura, nos aliviam dos pequenospercalços da vida. Na versão fake-tudo o cenário torna-se num desastre planetário, a economia numa mutiladora de sonhos e as guerras em catástrofes incompreensíveis.
Para quem ainda não sabe, a morte é a única coisa que temos por certa em permanência. Portanto, matar pessoas é, no mínimo, absurdo, inútil e um desvio mental grave.
Resumindo, aquietem-se e pensem demoradamente em tudo, enquanto têm algum tempo.