Era um passo de avanço, bem largo, sobre a palhota de caniço e colmo, essa que foi no início do século XX, a tal “Casa e madeira e zinco”.
O nome advinha dos principais materiais usados na sua construção, a madeira e o zinco; já tinha várias divisões, e a curiosidade de ser edifica sobre pilares de baixa altura, que permitiam a circulação de ar por baixo da casa, meio metro, pouco mais, o que garantia aos habitantes beneficiar duma temperatura do ar menos elevada, e garantir que a água da chuva, quase sempre violenta, lá não entrava.
A construção era rápida e relativamente barata: as paredes eram de madeira e o tecto em chapas de zinco ondulado.
Era uma casa saudável, espaçosa, adequada ao clima e ao crescer duma família.
Quando o cimento chegou, a Casa de “madeira e Zinco”, símbolo imaginativo indiscutível duma época, deixou de ser feita, mas alguns exemplares seus, estou seguro, resistiram, e cumprem ainda hoje certamente o seu dever, no meio do betão que os cerca.
A nossa casa, seja qual for o material que a componha, é para além de tudo, o ninho e o amor que nela criamos e vivemos, não o esplendor com que agora queremos que seja vista.
Nem tudo que é do passado, é mau, como parece que agora se procura fazer.
É assim um gosto, e talvez até um dever, lembrá-lo!
O meu pensamento sobre o tema:
“A Nossa Casa é o refúgio interior que nela criarmos.