Duplo F
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A Casa de Madeira e Zinco 

Estranho será o título, para quem não tenha nascido ou vivido no prodigioso continente africano, não tendo, portanto, conhecido o tipo de habitação, que se serviu o homem para se abrigar  do tempo, e criar o seu espaço pessoal.  

Era um passo de avanço, bem largo, sobre a palhota de caniço e colmo, essa que foi no início do século XX, a tal “Casa e madeira e zinco”.  

O nome advinha dos principais materiais usados na sua construção, a madeira e o zinco; já tinha várias divisões, e a curiosidade de ser edifica   sobre pilares de baixa altura, que permitiam a circulação de ar por baixo da casa, meio metro, pouco mais, o que garantia aos habitantes beneficiar duma temperatura do ar menos elevada, e garantir que a água da chuva, quase sempre violenta, lá não entrava. 

A construção era rápida e relativamente barata: as paredes eram de madeira e o tecto em chapas de zinco ondulado. 

Era uma casa saudável, espaçosa, adequada ao clima e ao crescer duma família. 

Quando o cimento chegou, a Casa de “madeira e  Zinco”, símbolo imaginativo indiscutível duma época, deixou de ser feita, mas alguns exemplares seus, estou seguro, resistiram, e cumprem ainda hoje certamente o seu dever, no meio do betão que os cerca. 

A nossa casa, seja qual for o material que a componha, é para além de tudo, o ninho e o amor que nela criamos e vivemos, não o esplendor com que agora queremos que seja vista. 

Nem tudo que é do passado, é mau, como parece que agora se procura fazer.  

É assim um gosto, e talvez até um dever, lembrá-lo!  

O meu pensamento sobre o tema:  

“A Nossa Casa é o refúgio interior que nela criarmos.   

Créditos Imagem:

@Unsplash

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