Explosões abalaram esta madrugada Caracas, capital da Venezuela, e o exército norte-americano já confirmou o ataque. A cidade está sem electricidade e ainda não há relato de vítimas.
Os estados de Miranda, Aragua e La Guaira também foram atacados, que atingiram instalações militares e outras estruturas. Donald Trump está na Flórida a acompanhar a situação e acaba de anunciar na sua rede social a captura de Nicolas Maduro e da mulher, que terão sido retirados da Venezuela. A notícia ainda não foi oficialmente confirmada.
O destino do casal Maduro poderá indicar o que o futuro do ditador venezuelano.
Política, petróleo ou narcotráfico?
A região tem estado sob tensão desde que os EUA deslocaram para as Caraíbas um dos seus maiores e mais modernos dispositivos de guerra. Muitos sul-americanos entendem as manobras como uma oportunidade de mudar o governo de Maduro.
Os interesses económicos, nomeadamente na capacidade de produção de petróleo da Venezuela, estão definitivamente em cima da mesa, bem como a manifesta intenção de Trump em demonstrar e estabelecer o domínio dos EUA na região.
Os contornos da operação levada a cabo esta madrugada apontam para um intenso planeamento prévio, aparentemente com a intenção de afastar Maduro do poder. Ainda não se sabe se o Senado norte-americano sancionou o ataque de Trump.
Por outro lado, o poder do narcotráfico na Venezuela parece estar muito ligado ao regime de Maduro e talvez a queda do líder não seja suficiente para repor a tão desejada democracia no país. Sobretudo porque nenhum outro líder daoposição parece ter uma estatura suficientemente representativa junto do povo.
Reacções
O presidente Boliviano, Rodrigo Paz Pereira, já condenou o ataque, assim como o seu homólogo cubano, Miguel Díaz-Canel. Paz Pereira anunciou inclusivamente um reforço militar na fronteira da Bolívia com a Venezuela.
A Rússia,o Irão e a China, que tem uma representação sua actualmente no país sul-americano, condenaram a acção norte-americana.
Ainda não há uma reacção clara dos líderes a União Europeia e a Espanha já se ofereceu para mediar a situação.
Portugal, que tem uma grande comunidade na Venezuela, permanece vigilante e reservado quanto a esta situação.
Há um consenso mais ou menos geral em relação ao carácter ilegal da intervenção norte-americana em termos do direito internacional.