O tiroteio ocorrido a 10 de fevereiro de 2026 em Tumbler Ridge, uma pequena comunidade da província canadiana da British Columbia, tornou‑se um dos episódios mais graves de violência escolar na história recente do Canadá. Segundo a Polícia Montada Real do Canadá (RCMP), a autora do ataque foi identificada como Jesse Van Rootselaar, uma jovem de 18 anos residente na mesma localidade.
A investigação policial confirmou nove mortos, incluindo a própria atiradora. Duas das vítimas — a mãe de Jesse, de 39 anos, e o meio‑irmão, de 11 — foram encontradas na residência familiar. As restantes mortes ocorreram na escola secundária local, onde seis pessoas foram abatidas no local e uma sétima morreu durante o transporte para o hospital.
Além dos mortos, 27 pessoas ficaram feridas, muitas delas estudantes, de acordo com dados divulgados pela RCMP e confirmados por órgãos de comunicação canadianos.
Antecedentes da alegada autora
As autoridades revelaram que Jesse Van Rootselaar tinha um historial de intervenções relacionadas com saúde mental e contactos prévios com a polícia. A RCMP tinha visitado a residência da jovem em várias ocasiões nos anos anteriores devido a preocupações com o seu bem‑estar psicológico, incluindo uma visita na primavera anterior ao ataque.
A jovem tinha abandonado a escola cerca de quatro anos antes e, segundo a polícia, identificava‑se como mulher, tendo iniciado um processo de transição aproximadamente seis anos antes.
Conclusões preliminares da polícia
A RCMP descreveu o ataque como um homicídio múltiplo seguido de suicídio, iniciado na residência familiar e continuado na escola secundária, situada a cerca de dois quilómetros. A arma utilizada incluía pelo menos uma arma longa e uma arma de mão modificada. O motivo permanece sob investigação, não havendo até ao momento qualquer indicação clara sobre as razões que levaram a jovem a cometer o ataque.
As autoridades sublinham que, apesar dos antecedentes de saúde mental, ainda não é possível estabelecer uma ligação direta entre esses fatores e o ataque. A investigação continua a recolher depoimentos, analisar dispositivos eletrónicos e reconstruir a cronologia exata dos acontecimentos.
Como a atiradora teve acesso às armas
Segundo a RCMP, armas tinham sido previamente apreendidas na casa da família, em intervenções policiais relacionadas com preocupações de saúde mental e segurança. No entanto, essas armas foram posteriormente devolvidas ao agregado familiar após avaliações que, na altura, não justificaram a sua retenção permanente.
A polícia não detalhou publicamente quantas armas foram devolvidas nem os critérios exactos usados para autorizar o seu retorno, mas confirmou que as armas apreendidas estavam legalmente registadas. A devolução ocorreu após procedimentos administrativos considerados adequados à época. A investigação está a analisar se houve falhas no processo de avaliação de risco.
Além disso, a RCMP indicou que, nos dois anos anteriores ao ataque, houve várias chamadas à residência relacionadas com saúde mental e questões envolvendo armas, o que reforça a preocupação sobre a forma como o acesso voltou a ser possível.