Um sismo de magnitude 4,1 na escala de Richter foi registado esta tarde pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), com epicentro localizado a cerca de quatro quilómetros a oeste-noroeste de Alenquer. O abalo ocorreu às 12h14 e foi amplamente sentido em vários concelhos da região de Lisboa, incluindo Mafra, Sintra, Odivelas e a própria capital, onde a população reportou uma vibração súbita, mas de curta duração.
Segundo o IPMA, o hipocentro situou-se a aproximadamente 14 a 15 quilómetros de profundidade, uma profundidade típica para a atividade sísmica na região, associada à complexa interação tectónica que caracteriza o território português.
Dois minutos após o primeiro evento, foi registado um segundo sismo, também de magnitude 4,1, na mesma zona epicentral, o que levou muitos habitantes a não distinguir de imediato que se tratava de dois abalos distintos. A meio da tarde, o IPMA identificou ainda duas réplicas de menor intensidade, igualmente na área de Alenquer, embora estas tenham sido sentidas de forma mais limitada.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) confirmou que, até ao início da tarde, não havia registo de danos pessoais ou materiais, um cenário consistente com a intensidade máxima observada — entre 4 e 5 na escala de Mercalli modificada — que corresponde a efeitos moderados, como vibração de objetos e sensação clara de movimento, mas sem consequências estruturais significativas.
O sismo foi descrito como “bastante sentido” por especialistas do IPMA, reflectindo a densidade populacional da região e a sensibilidade das construções urbanas a abalos de magnitude moderada. Relatos de percepção estenderam-se além da Grande Lisboa, alcançando concelhos como Peniche, Montemor-o-Novo, Vila Franca de Xira, Almada e Barreiro, demonstrando a capacidade de propagação das ondas sísmicas em profundidade intermédia.
Este episódio recorda a importância da vigilância sísmica contínua em Portugal, um país situado numa zona de fronteira entre placas tectónicas e, por isso, sujeito a atividade sísmica regular. O IPMA mantém uma rede de monitorização que permite detetar rapidamente eventos como este, fornecendo informação rigorosa e atualizada à população e às autoridades.
Embora sismos de magnitude 4 sejam relativamente comuns e raramente causem danos, constituem um lembrete da necessidade de preparação e de adoção de comportamentos de autoprotecção, sobretudo em áreas urbanas densamente povoadas.