Várias celebridades não ficaram indiferentes à morte de Renée Good – assassinada por um agente do ICE – e envergaram pins em sua homenagem na red carpet dos Globos de Ouro, que aconteceram no domingo, em Los Angeles.
Renee Nicole Good foi assassinada a tiro na quarta-feira passada, dia 7 de janeiro, por um agente dos serviços de imigração (ICE, sigla em inglês), em Minneapolis, no estado norte-americano do Minnesota. Várias celebridades não ficaram indiferentes à trágica morte da mulher e envergaram pins em sua homenagem na red carpet dos Globos de Ouro, que aconteceram no domingo, em Los Angeles. Após a trágica morte de Good, milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra a sua morte, que a administração de Donald Trump alega ter sido em legítima defesa. As estrelas de Hollywood também não ficaram indiferentes ao sucedido e, algumas delas, aproveitaram a passadeira vermelha e o palco dos Globos de Ouro para se posicionarem contra a política anti-imigração do presidente dos Estados Unidos. Ariana Grande, Mark Ruffalo, Jean Smart, Wanda Sykes, Natacha Ricardson, entre outras celebridades foram fotografadas a usar pins com as frases “ICE OUT” (‘Fora, ICE’) e “BE GOOD” (‘Sê melhor’). De acordo com a revista Vogue, esta ação de protesto foi organizada pela ACLU, Maremoto, Move On, National Domestic Workers Alliance e pela Working Families Power que, através de um comunicado, explicaram que “a campanha BeGood tem como objetivo homenagear Renée Macklin Good e Keith Porter, ao mesmo tempo que nos lembra o que significa ser bom uns com os outros diante de tamanho horror – ser um bom cidadão, vizinho, amigo, aliado e ser humano”. “Todos os dias, em todos os lugares, pessoas comuns estão a fazer o bem: proteger as crianças no caminho para a escola, filmar os pais que estão desaparecidos no trabalho, doar para campanhas de arrecadação de fundos para apoiar organizações que nos protegem”, continua o comunicado, acrescentando que a campanha foi lançada “após relatos de que 2025 foi um dos anos mais letais para o ICE”. A atriz Wanda Sykes revelou, quando questionada sobre o assunto, que o pin que envergava era para “a mãe que foi assassinada por um agente do ICE”, referindo que é necessário as pessoas se manifestarem sobre o sucedido.
E acrescentou: “Precisamos de estar nas ruas e de derrubar este governo desonesto porque o que estão a fazer com as pessoas é horrível”.
No tapete vermelho, também o ator Mark Rufallo afirmou, em declarações ao USA Today: “Isto é para a Renée Nicole Good que foi assassinada. Isto é para as pessoas nos Estados Unidos que continuam aterrorizadas e com medo”.
“Eu sei que sou uma delas. Amo este país, mas o que estou a ver a acontecer não é a América”, disse.
De recordar que, desde setembro de 2025, Renée Nicole Good foi a nona pessoa baleada por um agente do ICE.A Câmara de Évora quer avançar este ano com obras de requalificação das termas romanas situadas no edifício dos Paços do Concelho, num investimento de 1,2 milhões de euros, revelou o presidente do
Em declarações à agência Lusa, o autarca de Évora, Carlos Zorrinho, indicou que a empreitada vai ser financiada em 85% através do programa Alentejo 2030, no âmbito do Investimento Territorial Integrado (ITI) “Rede Cidades de Cultura”. “É mais um passo dado no trabalho que estamos a fazer para requalificar e dar mais qualidade ao património que temos na nossa cidade”, salientou. As Termas Romanas de Évora situam-se na zona central dos Paços do Concelho, na Praça do Sertório, no centro histórico da cidade alentejana, e foram encontradas, no final de 1987, durante escavações arqueológicas na parte mais antiga do edifício. Segundo o autarca, o financiamento da empreitada está aprovado e os serviços municipais estão, agora, a preparar o projeto de requalificação do espaço, que deverá ser apresentado durante o primeiro trimestre deste ano. Escusando-se, para já, a apontar datas para o início e conclusão das obras, Carlos Zorrinho estabeleceu o objetivo de o sítio arqueológico estar requalificado no arranque da Capital Europeia da Cultura (CEC) Évora_27, em fevereiro do próximo ano. “Atualmente, os visitantes entram, visitam e saem. Verifico que, na câmara, há muito fluxo de pessoas curiosas que vêm ver as termas romanas, mas precisam de ser recuperadas e de ser integradas”, argumentou. Com este projeto, adiantou o presidente do município, “vai passar a haver um espaço integrado, um projeto museológico, com explicação, com um circuito e a possibilidade de observação a partir do primeiro andar”. O projeto inclui “também toda a componente de informação e estratégias de comunicação e de integração das termas no património da cidade”, acrescentou. De acordo com a câmara, as Termas Romanas de Évora, que terão sido construídas no século II ou III, têm uma área de cerca de 300 metros quadrados e são compostas por três áreas distintas: o ‘laconicum’ (zona de banhos de vapor), o ‘praefurnium’ (zona de fornalhas) e a ‘natatio’ (piscina ao ar livre). *LusaA casa-ateliê onde o escultor João Cutileiro viveu e trabalhou em Évora, durante quase 40 anos, abriu portas com uma exposição de fotografia, da autoria de Margarida Lagarto, sua companheira, sobre a intimidade e memória do artista.
Intitulada “A CASA – fotografia de Margarida Lagarto”, a mostra, que está patente ao público até 28 de fevereiro, foi criada para a Capital Europeia da Cultura (CEC) Évora_27, indicou a associação gestora da iniciativa, em comunicado. Segundo a Associação Évora 2027, esta exposição composta por fotografias de Margarida Lagarto, que captam “a intimidade e memória do escultor na cidade”, inaugura a programação do Centro de Arte João Cutileiro. Este centro de arte é uma associação cultural que nasceu a partir do legado deixado por João Cutileiro (1937-2021) ao Estado português, o qual é constituído pela casa-ateliê e por obras de escultura, desenho e fotografia e o seu arquivo pessoal. É a primeira vez que a casa-ateliê abre portas ao público depois da doação ao Estado, realçou a Associação Évora 2027, assinalando que estão ainda previstas obras de conservação no imóvel. “O Centro de Arte João Cutileiro pretende afirmar a cidade como polo dinâmico de criação artística contemporânea, promovendo residências artísticas, apresentações, projetos de formação e investigação artística e de intercâmbio internacional”, disse. Quanto à exposição, a associação referiu que a mostra reúne “imagens que condensam a intimidade e a memória de quase quatro décadas da presença de João Cutileiro em Évora e dialogam com a história da escultura contemporânea em Portugal”. As fotografias, captadas pela companheira do artista, “revelam o espaço pessoal e criativo de João Cutileiro, convidando os visitantes a conhecer não apenas a sua obra, mas também o lugar onde foi concebida e criada”, salientou. De acordo com a associação, as obras expostas propõem ao visitante “uma experiência sensível, que vai além do olhar” e convida-o “a habitar mentalmente a casa e a reconhecer nesse espaço um modo de pensar, criar e estar no mundo, com vagar”. João Cutileiro é autor do Monumento ao 25 de Abril, instalado no Parque Eduardo VII, em Lisboa, entre outras obras. O artista, que começou a viver e a trabalhar em Évora em 1985, frequentou os ateliês de António Pedro, Jorge Barradas e António Duarte, de 1946 a 1950. A sua primeira exposição individual, “Tentativas plásticas”, foi apresentada em 1951, com 14 anos, em Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, onde apresentou esculturas, pinturas, aguarelas e cerâmicas. Foi condecorado com a Ordem de Sant’Iago da Espada, Grau de Oficial, em agosto de 1983, e recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Évora e pela Universidade Nova de Lisboa, este último, concedido em 2017. Em dezembro de 2018, recebeu a Medalha de Mérito Cultural, aquando da formalização da doação do seu espólio ao Estado português. Margarida Lagarto nasceu, em 1954, em Veiros, no concelho de Estremoz, também no distrito de Évora, e atualmente vive e trabalha em Évora. Fez o curso de pintura na Escola António Arroio, em Lisboa, entre 1969 e 1975, e frequentou o curso de pintura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, entre 1979 e 1981. *Lusa
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