Estonteante. Passou há pouco por mim na minha rua em Lisboa uma trotinete que circulava mais rápida do que os carros, a uns 40 kilometros ou mais, uma velocidade que nunca tinha presenciado nas duas rodas deste tipo de veículos ditos de mobilidade suave.
Se alguma azar acontece, o condutor acaba na certa todo partidinho.
Abundam histórias de traumatismos de toda a espécie nos hospitais. Pés, pernas, joelhos, tornozelos, mãos, dedos, braços, ombros, clavículas, cabeças partidos são uma constante nas urgências.
Ainda em Bruxelas assisti a uma queda em chão molhado em que a trotinete foi para um lado e a moça para o outro. E depois lá veio a ambulância. Tenho notícia de pessoas próximas que já sentiram na pele e nos ossos o quão doloroso pode ser.
A falta de consciência é enorme nos jovens que arriscam uns meses internamento por um momento de velocidade completamente desprotegida.
A mim é que não me apanham em cima de um desses veículos, pois bastam-me as notícias e a experiência de 2 minutos numa trotinete para realizar os perigos associados.