O Município de Oeiras enviou hoje um conjunto alargado de materiais de construção para apoiar Pombal na recuperação urgente de habitações danificadas pela tempestade que tem assolado o País. Isaltino de Morais consegue, desta forma, uma prova da útil ajuda que podem trocar os municípios entre si, sem esperar por um auxílio governamental que tarda em chegar.
A ajuda, enquadrada no compromisso assumido entre os municípios que integram o Agrupamento de Municípios Pombalinos — Pombal, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande — inclui o envio de 12 mil telhas cerâmicas, 350 metros quadrados de painéis OSB para reforço estrutural, 180 vigas de madeira tratada, 90 chapas de fibrocimento e 400 metros lineares de ripas e barrotes destinados à reconstrução de coberturas e estruturas intermédias. O material seguiu para o seu destino em 13 viaturas, acompanhado por 22 profissionais.
Este apoio logístico, articulado entre as equipas de proteção civil dos dois territórios, pretende acelerar as obras de emergência em fogos que perderam total ou parcialmente os telhados, sofreram infiltrações severas ou ficaram estruturalmente expostos após rajadas de vento superiores a 120 km/h.
A decisão de Oeiras ganha particular relevância num momento em que o próprio concelho enfrenta danos significativos provocados pela mesma tempestade, com zonas como Paço de Arcos, Caxias e Algés a registarem quedas de árvores, aluimentos de taludes, inundações em vias secundárias e danos em coberturas de edifícios municipais, enquanto em Porto Salvo e Carnaxide várias habitações sofreram infiltrações extensas e interrupções de energia.
Apesar deste cenário, o executivo oeirense sublinha que a solidariedade intermunicipal é um princípio estruturante da sua ação, reforçando que a capacidade de resposta local não impede o apoio a territórios parceiros que enfrentam dificuldades ainda mais severas.
A cooperação entre Oeiras e o agrupamento pombalino, já consolidada em áreas como proteção civil, gestão florestal e prevenção de riscos, volta assim a traduzir-se numa intervenção concreta num momento crítico, garantindo que a reconstrução das habitações afetadas possa avançar com maior rapidez e segurança, mesmo num país ainda sob o impacte das chuvas intensas e ventos persistentes que continuam a testar a resiliência das comunidades.