Atrevo-me a dizer que a Felicidade é um estado de alma, pessoal e, portanto, único, não dominável, e logo, não prolongável nem transmissível, tal como é sentida pelo próprio, nem na sua intensidade nem na sua duração.
E no entanto, de comum temos, todos nós, o objectvo de sermos felizes.
Fruto de calcorrear mundo e conhecer gente, vestida exterior e interiormente de forma diferente, posso também dizer, que a Felicidade está directamente relacionada, em frequência e dimensão, com a a ambição de quem a tem ou pode ter, não com o seu peso ou com o motivo que a provoca. Diria que uma singela canja de galinha, servida numa malga comum de barro, pode gerar maior ou mais durável s felicidade, do que, um sofisticado consommé, servido em prato de porcelana e com talher de prata.
Também aprendi que para ser feliz é necessário quer sê- lo, e basta não passar a vida a inventar infelicidades que o não são de facto, a fazer escolhas erradas com base no que gostamos e não o no que devemos, a deixar passar a oportunidade sem a ver, ou não a querendo ver, cegos ao sinal que ela, a vida sempre nos dá.
E mais aprendi que há duas coisas na vida necessariamente verdadeiras: as oportunidades raramente se repetem, e o tempo, passa.
E agora até ouço, a todo o momento, e a toda a gente, dizer que o tempo passa, mais rápido que nunca, E sem se saber como… É mais um argumento para a caixa das infelicidades, que teimamos em continuar a construir…
O meu pensamento sobre o assunto:
“A Felicidade é um estado de alma, gerado
pelo próprio, que a não domina, nem na
força, nem na duração.”