12 Jan. 2026
O planeta está em mudança e não são apenas as placas tectónicas a fazer tremer a Terra. Nem os vulcões a gargarejar perigos insólitos. São as oscilações atlânticas que mais têm abalado a nossa história como civilização. E tudo tomou forma nos últimos nove dias.
Nos bastidores de países e multinacionais teceram-se múltiplas causas que se manifestaram, por exemplo, na invasão de um país atlântico para rapto do seu dirigente. Coisa que o direito internacional não permitirá, mas que de repente se comporta como um vírus pronto a alastrar pela Colômbia, Cuba, Canadá, Gronelândia. Será que os Açores escaparão a esta nova pandemia de poderes?
Que vai acontecer, ou já aconteceu, à NATO, à ONU, à UE e, já agora, ao nosso mui querido país à beira-mar plantado. Algum dos nossos designados poderes políticos nacionais já abriu o microfone para comentar o tsunami dos últimos dias?
Parece que a turbulência atlântica está para atingir o seu pico. De norte a sul, nenhum país está a dormir na forma. Todos gerem como podem expectativas e alianças. Até já há quem diga que Portugal pondera novos abraços a históricos amigos para garantir os mínimos de sobrevivência. Estejamos preparados para aplaudir o nosso possível David e o seu triunfo sobre os Golias.
Por aqui também se vive de sismos, que não são poucos. Presidenciais com uma miríade de candidatos que nos fazem lembrar o “Chuva de Estrelas” numa espantosa versão falada de gente à beira de um divórcio, deficiências descuidadas em serviços essenciais empurradas com a barriga e gente muito, muito zangada a vozear os seus infernos particulares.
Nem tudo são rosas, mas nada que desanime o nobre povo e a nação valente e imortal que tem afirmadas artes de dar novos mundos ao mundo. Nem todas as batalhas se vencem com apelos às armas.
As presidenciais estão à porta e o que importa é animar as mesas de voto com a nossa contribuição cívica. Dêem o exemplo, portuguesas, portugueses e nacionalizados nossos.