Desaparecimento de Ali Khamenei altera os equilíbrios da região.

Khamenei, líder supremo do Irão, terá morrido no ataque de hoje

 |  Marita Moreno Ferreira  | 

Segundo fontes israelitas e norte‑americanas, Ali Khamenei foi morto durante ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra instalações de comando em Teerão, numa operação destinada a atingir o núcleo da liderança iraniana.

A confirmação oficial por parte do Irão não surgiu de imediato, mas múltiplos responsáveis israelitas afirmaram que o guia supremo tinha sido eliminado, descrevendo sinais consistentes de que não sobrevivera aos bombardeamentos que destruíram o complexo onde se encontrava.
Relatos adicionais indicaram que o corpo do líder, de 86 anos, terá sido encontrado entre os escombros provocados pelos ataques aéreos, que também terão causado a morte de altos responsáveis militares iranianos.
A morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irão desde 1989, marcou uma rutura profunda no equilíbrio político e estratégico do Médio Oriente.
O desaparecimento de Khamenei encerra quase quatro décadas de liderança marcada por uma política externa assertiva, pela expansão da influência iraniana através de milícias aliadas na região e por uma repressão interna persistente contra movimentos de contestação.
A sua eliminação ocorre num momento de escalada militar direta entre Teerão, Washington e Telavive, após anos de confrontos indiretos.
A ausência repentina de uma figura central no sistema político iraniano abre agora um período de incerteza quanto à sucessão, ao controlo das forças armadas e à capacidade do regime para manter coesão interna. Ao mesmo tempo, aumenta o risco de retaliações e de uma intensificação do conflito regional, num contexto em que o Irão já respondeu com ataques de mísseis contra Israel e bases norte‑americanas no Golfo.
O impacte desta morte poderá, assim, redefinir alianças, estratégias e equilíbrios de poder no Médio Oriente, num momento em que a região se encontra particularmente volátil.

Oito países atacados pelo Irão hoje

Os ataques iranianos atingiram vários países do Médio Oriente na sequência da ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra alvos militares e políticos em território iraniano. A resposta de Teerão consistiu no lançamento de mísseis e drones contra múltiplos Estados da região, provocando o encerramento generalizado do espaço aéreo e um clima de forte instabilidade.
Pelo menos oito países foram diretamente afetados: Irão, Israel, Iraque, Jordânia, Qatar, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, que suspenderam voos e ativaram sistemas de defesa devido ao risco de novos ataques.
A retaliação iraniana incluiu disparos de mísseis contra o Bahrain, Kuwait, Qatar e os Emirados Árabes Unidos, numa tentativa de atingir bases militares e infraestruturas estratégicas associadas aos EUA e aos seus aliados.
Estes ataques ocorreram em paralelo com bombardeamentos norte‑americanos e israelitas sobre várias cidades iranianas, incluindo Teerão, Isfahan, Tabriz, Kermanshah e Qom, ampliando o alcance e a intensidade do conflito.
O impacte regional foi imediato: interrupções no tráfego aéreo, danos em infraestruturas, vítimas civis e militares, e um aumento significativo do risco de escalada militar.
A ONU alertou que esta vaga de ataques e contra‑ataques compromete a paz e a segurança internacionais, sublinhando a necessidade urgente de contenção e diálogo diplomático.

Créditos Imagem:

Wikipedia

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