Horror, fantasia, ficção científica e IA para os fãs do género.

Fantasporto 2026: 100 filmes para ver na Invicta

 |  Marita Moreno Ferreira  |  ,

O Fantasporto 2026 abriu hoje, 1 de Março, depois de ter sido obrigado a adiar a estreia devido a uma greve dos trabalhadores dos espaços culturais que deveriam acolher o festival, arrancando finalmente a sua 46.ª edição — dedicada ao tema “Fronteiras do Imaginário” — com um filme em cada uma das salas do Batalha e uma duração total de dez dias.

A programação do festival deste ano chega marcada por uma aposta clara na renovação: a seleção oficial reúne um conjunto invulgarmente robusto de estreias absolutas, com particular destaque para produções europeias e asiáticas que exploram novas linguagens do fantástico, da ficção científica e do terror psicológico.
São cerca de cem filmes oriundos de vinte e nove países, incluindo trinta e uma antestreias, num ano que Mário Dorminsky e Beatriz Pacheco Pereira descrevem como de forte reconhecimento internacional, apesar da falta de apoio das entidades públicas nacionais.
O festival abriu com Suzuki=Bakudan, de Akira Nagai, exibido no Batalha Centro de Cinema, e distribui a sua programação pelas secções habituais — Cinema Fantástico, Semana dos Realizadores, Orient Express, Cinema Português, Retrospectiva Noruega e Galicia Imaxinaria — refletindo a diversidade geográfica e estética que caracteriza o evento.
Entre os convidados confirmados contam‑se cerca de uma centena de profissionais internacionais, incluindo o realizador japonês Eiji Uchida, que apresenta The Specials.
A estrutura competitiva mantém-se sólida, com concursos para longas e curtas de fantástico, obras da Semana dos Realizadores e cinema português, embora os júris ainda não tenham sido oficialmente divulgados.
As retrospetivas mantêm o equilíbrio entre nomes consagrados e vozes emergentes, enquanto as sessões especiais abrem espaço para experiências híbridas que cruzam cinema, performance e tecnologia imersiva.
O festival reforça ainda a presença de curtas‑metragens, com blocos temáticos que percorrem desde o horror mais visceral até à animação experimental, criando um panorama diversificado que espelha tendências globais e revela autores que começam agora a ganhar projecção internacional.

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Fantasporto

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