9 Fev. 2026
Habituem-se que este tipo de fenómenos naturais vão ser cada vez mais. Andaram todos surdos aos avisos dos ambientalistas e cientistas, agora, já está acontecer. Por todo o Mundo, não é só em Portugal.
De Norte a sul inundações por todo o lado, estradas cortadas, deslizes de terra, árvores caídas, casas sem telhados, antenas retorcidas pelo vento… um pouco de tudo por todo o lado. Mas o que mais impressão me fez foram as cheias que arrastam desde lixo a óleos, gasolinas e sabe-se lá que mais. Ver as lojas e seus conteúdos espalhados nas águas das cheias que já de si veem carregadas de palhas e paus.
Em todas as lojas e casas água com mais de um metro a estragar tudo, a partir vidros, arrastar mobilias e, no fim, quando as águas descem… fica visível o desastre, a destruição, o lixo, as paredes com as marcas da água suja.
E no terreno estão as pessoas, os donos dessas casas, os empresários, os lojistas, desesperados com o próximo passo: “Agora há que limpar tudo, vamos precisar de produtos de limpeza, primeiro limpa-se, depois segunda fase vem a reconstruição, vamos recisar de material de construção. Está tudo arrasado. Virou tudo lixo”!
É que nem as casas mais antigas suportam tanta água nas suas paredes. Costuma haver um tempo entre uma tempestade e outra, com abertas de sol e vento, que ajudam a secar as habitações por fora. As paredes também ensopam quando a água é muita. Principalmente as paredes das casas de campo antigas e grossas.
Foi realmente uma entrada em 2026 muito sui-géneris com gente a sofrer muitas perdas, pessoas que etrão de ser resiliêntes e montar tudo outra vez, colocar de pé negócios, refazer as lojas, os restaurantes, os bares… basicamente tudo.
Portanto, este não vai ser um ano fácil para muita muita gente de norte a sul do País. Cabe-lhes ser fortes, resilientes e com espírito de vencedores. Senão… vão ficar-se pelas lágrimas. Vão precisar de ajudas nem que seja em forma de empréstimos de longa duração para voltarem a re-erguer-se e vão conseguir. Mas vão também chorar pelo que perderam… é natural… toda esta gente merece ser apoiada. Mas também terão que fazer a sua parte e meter mãos à obra que o futuro é em frente.
O que nos vale é sermos um povo solidário nestas catástrofes. Sempre fomos. Ajudas vieram de todo o lado, do ex+ército no terreno, da protecção civil, dos bombeiros, dos autarcas dos locais afectados, das pessoas comuns, ajuda chega de todo o lado quando se trata de Portugal! Portugueses em frança trouxeram sete camiões cheios de homens para ajudar e muito material para as reconstruções.
A minha solidariedade, a possível, vai toda para essa gente incógnita que não baixou os braços e continua a batalhar para voltar à vida.