A Câmara de Évora quer avançar este ano com obras de requalificação das termas romanas situadas no edifício dos Paços do Concelho, num investimento de 1,2 milhões de euros, revelou o presidente do
Em declarações à agência Lusa, o autarca de Évora, Carlos Zorrinho, indicou que a empreitada vai ser financiada em 85% através do programa Alentejo 2030, no âmbito do Investimento Territorial Integrado (ITI) “Rede Cidades de Cultura”. “É mais um passo dado no trabalho que estamos a fazer para requalificar e dar mais qualidade ao património que temos na nossa cidade”, salientou. As Termas Romanas de Évora situam-se na zona central dos Paços do Concelho, na Praça do Sertório, no centro histórico da cidade alentejana, e foram encontradas, no final de 1987, durante escavações arqueológicas na parte mais antiga do edifício. Segundo o autarca, o financiamento da empreitada está aprovado e os serviços municipais estão, agora, a preparar o projeto de requalificação do espaço, que deverá ser apresentado durante o primeiro trimestre deste ano. Escusando-se, para já, a apontar datas para o início e conclusão das obras, Carlos Zorrinho estabeleceu o objetivo de o sítio arqueológico estar requalificado no arranque da Capital Europeia da Cultura (CEC) Évora_27, em fevereiro do próximo ano. “Atualmente, os visitantes entram, visitam e saem. Verifico que, na câmara, há muito fluxo de pessoas curiosas que vêm ver as termas romanas, mas precisam de ser recuperadas e de ser integradas”, argumentou. Com este projeto, adiantou o presidente do município, “vai passar a haver um espaço integrado, um projeto museológico, com explicação, com um circuito e a possibilidade de observação a partir do primeiro andar”. O projeto inclui “também toda a componente de informação e estratégias de comunicação e de integração das termas no património da cidade”, acrescentou. De acordo com a câmara, as Termas Romanas de Évora, que terão sido construídas no século II ou III, têm uma área de cerca de 300 metros quadrados e são compostas por três áreas distintas: o ‘laconicum’ (zona de banhos de vapor), o ‘praefurnium’ (zona de fornalhas) e a ‘natatio’ (piscina ao ar livre). *LusaA casa-ateliê onde o escultor João Cutileiro viveu e trabalhou em Évora, durante quase 40 anos, abriu portas com uma exposição de fotografia, da autoria de Margarida Lagarto, sua companheira, sobre a intimidade e memória do artista.
Intitulada “A CASA – fotografia de Margarida Lagarto”, a mostra, que está patente ao público até 28 de fevereiro, foi criada para a Capital Europeia da Cultura (CEC) Évora_27, indicou a associação gestora da iniciativa, em comunicado. Segundo a Associação Évora 2027, esta exposição composta por fotografias de Margarida Lagarto, que captam “a intimidade e memória do escultor na cidade”, inaugura a programação do Centro de Arte João Cutileiro. Este centro de arte é uma associação cultural que nasceu a partir do legado deixado por João Cutileiro (1937-2021) ao Estado português, o qual é constituído pela casa-ateliê e por obras de escultura, desenho e fotografia e o seu arquivo pessoal. É a primeira vez que a casa-ateliê abre portas ao público depois da doação ao Estado, realçou a Associação Évora 2027, assinalando que estão ainda previstas obras de conservação no imóvel. “O Centro de Arte João Cutileiro pretende afirmar a cidade como polo dinâmico de criação artística contemporânea, promovendo residências artísticas, apresentações, projetos de formação e investigação artística e de intercâmbio internacional”, disse. Quanto à exposição, a associação referiu que a mostra reúne “imagens que condensam a intimidade e a memória de quase quatro décadas da presença de João Cutileiro em Évora e dialogam com a história da escultura contemporânea em Portugal”. As fotografias, captadas pela companheira do artista, “revelam o espaço pessoal e criativo de João Cutileiro, convidando os visitantes a conhecer não apenas a sua obra, mas também o lugar onde foi concebida e criada”, salientou. De acordo com a associação, as obras expostas propõem ao visitante “uma experiência sensível, que vai além do olhar” e convida-o “a habitar mentalmente a casa e a reconhecer nesse espaço um modo de pensar, criar e estar no mundo, com vagar”. João Cutileiro é autor do Monumento ao 25 de Abril, instalado no Parque Eduardo VII, em Lisboa, entre outras obras. O artista, que começou a viver e a trabalhar em Évora em 1985, frequentou os ateliês de António Pedro, Jorge Barradas e António Duarte, de 1946 a 1950. A sua primeira exposição individual, “Tentativas plásticas”, foi apresentada em 1951, com 14 anos, em Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, onde apresentou esculturas, pinturas, aguarelas e cerâmicas. Foi condecorado com a Ordem de Sant’Iago da Espada, Grau de Oficial, em agosto de 1983, e recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Évora e pela Universidade Nova de Lisboa, este último, concedido em 2017. Em dezembro de 2018, recebeu a Medalha de Mérito Cultural, aquando da formalização da doação do seu espólio ao Estado português. Margarida Lagarto nasceu, em 1954, em Veiros, no concelho de Estremoz, também no distrito de Évora, e atualmente vive e trabalha em Évora. Fez o curso de pintura na Escola António Arroio, em Lisboa, entre 1969 e 1975, e frequentou o curso de pintura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, entre 1979 e 1981. *LusaA maternidade do Hospital Santa Maria, em Lisboa, registou 2.699 partos em 2025, o maior número de nascimentos em mais de uma década, assinalando “um momento histórico” para o bloco de partos, anunciou a instituição.
Com cerca de 2.700 (2.699) partos, que representaram um total de 2.740 bebés nascidos, este foi um ano de recorde absoluto de nascimentos em Santa Maria em mais de uma década”, salienta a ULS Santa Maria em comunicado. Dados da instituição indicam que os 2.699 partos registados em 2025 representam um crescimento de 4% em relação a 2022, último ano integral de atividade antes do encerramento do Bloco de Partos para obras, e um aumento de 8% em relação a 2019, no período pré-pandemia de covid-19. Quando comparado a 10 anos, o crescimento no número de partos foi de 17%, apontam os dados. “Este desempenho excecional resulta de um investimento estratégico no reforço das equipas multidisciplinares do Departamento de Ginecologia, Obstetrícia e Medicina da Reprodução, no seguimento da construção da nova Maternidade Luís Mendes da Graça e das obras de renovação da Urgência de Obstetrícia e Ginecologia”, sublinha a instituição. Acrescenta que a diferenciação técnica das equipas, com capacidade para responder a casos de grande complexidade, como patologias gestacionais de alto risco, e a dedicação profissional que assegurou sem interrupções, no último ano, a atividade diária da Urgência de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital Santa Maria, constituem os dois pilares deste desempenho na resposta às utentes e famílias da área da ULS e de outras zonas da região de Lisboa. A urgência reabriu de forma faseada em agosto de 2024, seguida, um mês depois, pela reabertura gradual da Maternidade Luís Mendes da Graça. Em 21 de abril de 2025, a nova Maternidade foi inaugurada formalmente pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que era presidente do Hospital Santa Maria quando as obras de requalificação e expansão da maternidade começaram, em agosto de 2023. As obras geraram controvérsia, que levou à saída de vários especialistas devido a preocupações com as condições laborais e assistenciais. Durante um período, a resposta às utentes do Santa Maria foi assegurada no Hospital São Francisco Xavier, ao abrigo de um protocolo de colaboração celebrado entre o Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHULN), que englobava o Hospital Santa Maria, e o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (CHLO). Entretanto, com o fim do protocolo de colaboração na área da Obstetrícia, estabelecido entre os dois centros hospitalares, a 01 de janeiro de 2024, os especialistas do Hospital Santa Maria deixaram de prestar serviço no Hospital São Francisco Xavier. A partir dessa data, e no âmbito da operação Nascer em Segurança no SNS, da Direção Executiva do SNS, as equipas do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da ULS Santa Maria passaram a assegurar no Hospital de Santa Maria a urgência metropolitana de Ginecologia da região de Lisboa e Vale do Tejo e os seus médicos reforçaram as escalas da urgência de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital Beatriz Ângelo. Com a nova maternidade foi reforçada a capacidade de resposta à mulher grávida, ao recém-nascido, acompanhantes e profissionais de saúde, permitindo a realização de 4.500 partos por ano, mais 1.500 do que anteriormente. *Lusa
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