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É jurista, jornalista, assessor parlamentar em Bruxelas, entre outras atividades que exerce por paixão à leitura, à poesia e à arte. Nascido no Cercal do Alentejo há 60 anos, é lá que tantas vezes se recolhe para recuperar energias para voltar à carga nos seus deveres profissionais. Homem de sensibilidades quase irónicas sobre momentos, pontos de vista ou atualidades quotidianas, poeta nas horas vagas, Monteiro Cardita, vai dar-nos as suas impressões sobre a vida e tudo o que nos rodeia.

10 Mai

O pai da noiva

Quando um pai passa à qualidade de pai da noiva e leva a filha ao altar fecha-se um ciclo, é como se terminasse uma parte da sua missão cá nesta terra e findasse um tempo de responsabilidades maiores para com a prole. Embora sendo laico, é com emo…
26 Abr

Saudades de desfilar na Avenida da Liberdade

O 25 de Abril na estranja é vivido de modo bem diferente, como aliás quase tudo o resto. Porém, o ponto é que comemorar a data do dia da Liberdade em Portugal para quem vive e trabalha fora do País não é tarefa fácil, desde logo não é feriado, e …
19 Abr

Uma Páscoa ao sol do sul

Comido o cordeiro ou o borrego, mais uma páscoa se passou e o verão está aí não tarda nada. A primavera está linda em flor nos campos verdes e nos areais dourados e debruados a espuma das praias cheias de variada e ruidosa gente. O tempo corre vel…
12 Abr

A arte de bem envelhecer

O mistério do envelhecimento tem muito que se lhe diga. Imenso até. Conheci ao longo da minha vida gente que em nova fazia parar o trânsito em volta e arredores e agora estão uns chaços ou uns cacos, tanto faz. Gente que ficou muito feia e tão bon…
05 Abr

Civilização e barbárie

Não vou escrever sobre a guerra, não quero escrever sobre a guerra, recuso-me a escrever sobre a guerra, muito embora ela esteja omnipresente. Nesta crónica gostaria de falar sobre pessoas felizes a passearam-se nas praias ensolaradas, nos parques…
29 Mar

Rotinas de corrupio

Além dos dias pequenos e cinzentos, da chuva, do frio, da neve, Bruxelas sofre de muitos outros constrangimentos, apesar de ser uma cidade até bonita e com alguns encantos, para além da Grand Place, quando há sol e tem o céu pintado de azul, mas m…
22 Mar

Nós, órfãos de pai

Fiquei órfão de pai aos 11 anos de idade. Num acidente estúpido como são todos os acidentes de carro. Felizmente sobreviveu a minha mãe, não sem antes passar largos meses no hospital. Foram dias de luto, anos penosos, difíceis para quem cul…
15 Mar

Acupuntura ou um ouriço virado ao contrário

De repente, pela calada, instala-se uma doença não cancerosa, mas causadora de grande male estar, desconforto e perturbação mental. Recorre-se à ciência e vai-se aos médicos. A vários, porque os sintomas persistem e não se vão embora. Fazem-se tod…
08 Mar

Sabores de infância

Ouriços do mar e moreia frita são dos petiscos que raramente se vêm, mas que me trazem à memória os sabores de infância herdados do meu pai.     Parece até que o estou a no quintal a tratar a moreira com todo preceito, a cortá-la ao meio…
01 Mar

Confissões

Vou confessar uma coisa. Nunca vi o programa chamado big brother, razão pela qual os “famosos” me passam completamente ao lado. E juro e prometo que nunca tal farei. Por isso fico boquiaberto com a quantidade de notícias que à conta do programa ma…
22 Fev

Uma trip

Apodera-se de mim enorme cansaço só de pensar em todos os procedimentos necessários para um simples voo. Bilhete de avião na mão ou no telefone, passe Covid, formulário ‘passenger locator form’, cartão de cidadão e teste negativo à COVID quando é …
15 Fev

Vamos brindar com vinho verde

E de repente eis-me dentro da canção do Roberto Leal. A realidade pode sempre surpreender. Aconteceu em Antuérpia numa autêntica tasca portuguesa, o Espigueiro, para a qual fui conduzido por mãos de amigos. Ainda não tinha pisado a soleira da port…
08 Fev

Janelas discretas e indiscretas

As janelas do Norte da Europa são em tudo distintas das do Sul. Desde logo o tamanho. As do Norte são enormes para deixarem o máximo de luz possível.  E também são porque é através delas que se fazem as mudanças. Por elas entram e saem os móveis, …
23 Jan

Olex para os “entas”

As louras cabeleiras das mulheres a partir dos quarenta anos não chocam ninguém, mas já o cabelo preto em homens acima dos cinquenta dá que pensar, chegando a chocar pelo preconceito social e pela conceção estética, revelando por outro lado uma má…

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