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É jurista, jornalista, assessor parlamentar em Bruxelas, entre outras atividades que exerce por paixão à leitura, à poesia e à arte. Nascido no Cercal do Alentejo há 60 anos, é lá que tantas vezes se recolhe para recuperar energias para voltar à carga nos seus deveres profissionais. Homem de sensibilidades quase irónicas sobre momentos, pontos de vista ou atualidades quotidianas, poeta nas horas vagas, Monteiro Cardita, vai dar-nos as suas impressões sobre a vida e tudo o que nos rodeia.

16 Set

Manuscrito e digital

Já não sei escrever à mão. É uma tristeza. As palavras emperram e as letras encavalitam-se umas nas outras. Os dedos travam-se e já não se articulam para as desenhar. Definitivamente, perdi-lhe o jeito de tanto dedilhar no teclado, esse malvado a…
01 Set

A chegada da PDI

Vem devagarinho ou aparece de repente, mas quando chega instala-se e nunca mais se vai embora. Ninguém está à espera dela e também ninguém quer ver por perto a hora do condor, agoirenta ave que anuncia o fim dos bons tempos e a consequente chegad…
18 Ago

Peluches deitados ao lixo

Boa parte das crianças no mundo ocidental têm os seus quartos repletos de peluches, uns maiores, outros mais pequenos, uns caros, outros baratos, que profusamente se amontoam nos quartos de dormir ou brincar, mas quase todos amados ao início para …
12 Ago

Glória aos vencedores e honra aos vencidos

A simbólica é uma dimensão da vida que tento captar a todo o instante no que está à vista de todos e também no que se esconde de toda a gente, para dessa forma penetrar mais fundo na raiz dos objetos e assim os compreender melhor o verdadeiro sign…
05 Ago

Sobreviventes

Nem sei muito bem por onde começar este texto a não ser que tenho de começar por algum lado, pois vou atrever-me em caminhos que nunca trilhei, em áreas que não estudei, sendo escasso o meu conhecimento na matéria, mas é mister que me debruc…
29 Jul

À mingua de uma gota de água

Do livro “Charneca em Flor” da Florbela Espanca há um terceto do soneto intitulado “Árvores do Alentejo” que por o achar deveras impressivo o retenho de memória desde que pela primeira vez o li e aqui hoje o transcrevo: “Árvores! Não choreis! Olha…
22 Jul

O bailinho da aldeia

Nada já é como antigamente, nem mesmo o bailinho da aldeia. Lá atrás no tempo, toda a gente do lugar e dos montes em redor ansiava pela noite em que faziam o jeito a pé e namoriscavam no terreiro enquanto dançavam nos braços do respetivo amor com …
15 Jul

Um dia de Domingo na Costa da Caparica

Em dias de calor extremo recordo uma ida infernal à praia na Costa da Caparica. Ainda não são dez horas da manhã de domingo e já todos os acessos à ponte 25 de Abril se encontram completamente atafulhados de carros com engarrafamentos de quilómetr…
08 Jul

Viagens rocambolescas com história

Longe de saber que me esperava uma épica viagem, levantei-me cedo para tudo fazer nas calmas como é da minha natureza. Após uma primeira viagem de autocarro dentro da cidade, outra de metro e mais outra de autocarro em estrada, às onze horas da ma…
01 Jul

Elevadores, escadas, tapetes rolantes e portas giratórias

Os grandes edifícios de serviços ou institucionais da modernidade tem um conjunto de características que os mimetizam, independentemente da conceção estética do arquiteto ou gabinete de arquitetura que assina o respetivo projeto. Como se desenvolv…
26 Jun

O melhor de Portugal

Depois do 10 de junho vem “O melhor de Portugal” em Bruxelas, festas populares que não se distinguem muito uma da outra, diga-se em abono da verdade. Os mesmos restaurantes da cidade montam arraiais, não no Bois de la Cambre mas no parque do Cinqu…
16 Jun

10 de Junho em Bruxelas 

Ainda bem antes de se entrar no bosque já se exalava ao longe o cheiro a sardinha assada, que nunca engana. Como o algodão. Sinal mais do que seguro de que não nos tínhamos equivocado no caminho e que estávamos mesmo no sítio certo. Era ali, sem …
09 Jun

Malucos por caracóis!

Bem diferente do que a Amália cantava, não são os espanhóis nem os espanholitos, mas antes os portugueses e os portuguesitos que são doidos, verdadeiramente malucos por caracóis. Acompanhados, claro está, por rodadas sucessivas de imperiais e muit…
02 Jun

Uma geração repleta de desafios

Primeiro foi a pandemia da Covid, depois veio a guerra na Europa, segue-se agora a varíola dos macacos, a par de avistamentos oficialmente confirmados de ovnis e da mudança do paradigma climático, mas também do energético. Tudo isto na segunda déc…
26 Mai

O Sintrense, o cacilheiro

Por nostalgia romântica quis revisitar a outra margem, ou a margem sul como também se diz, e atravessar o Tejo não sobre a ponte, mas cruzando as ondas do rio da nossa aldeia e assim gozar de um tempo de pausa em jeito de romagem a Cacilhas com um…
19 Mai

A vil morte

Matou-se. Pôs termo à vida. Foi desta para melhor. Enforcou-se. Suicidou-se. Partiu para outra dimensão. Sem a justiça à perna. Por rendas indevidas. Depois de muito estrebuchar em fugas de seca e meca em resorts de luxo acabou no lixo. Na lixeira…

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