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Boane está debaixo de água ainda há pessoas à espera de resgate nos telhados

Cheias em Moçambique afetam 30 mil pessoas

 |  Alexandra Ferreira  |  ,

A chuva intensa que cai na província do Maputo, desde terça-feira, já afeta cerca de 30 mil pessoas, já foram resgatadas 14 mil e estão desalojadas mais de 180 famílias.

No balanço oficial divulgado pelas autoridades moçambicanas, adianta-se um total de 4 mortos. A situação está mesmo dramática em Boane.

Os últimos dados do O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD)  indicam que o número de afectados subiu para 30 mil pessoas, já foram regatadas 14 mil correspondente a 5,721 famílias e ainda são 4,286 as casas inundadas e 13 escolas afectadas. Foram abertos 5 centros de acomodação já com 103 famílias.

De acordo com o jornalista Alexandre MZ, da ZitamarNews, “a situação continua crítica em Boane, não há muitos meios, a corrente está muito forte”, escreveu na sua conta do Twitter onde dá a entender que sem “a ajuda de voluntários” não haveria meios para salvar pessoas.
“Nenhuma acção visível por parte do governo face às inundações de Boane. O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) está operar como uma instituição sem meios e experiência. O que seria das vítimas sem o grupo de voluntários?”, questiona o jornalista naquela rede social.
De acordo com a Tzu Chi Foundation Mozambique, “muita gente está a ser resgatada por conta da disponibilidade de mais barcos, mas precisa-se de muito mais meios”, diz este organismo que está em Boane a ajudar ‘in loco’. O INGD fala de 13 barcos empregues para resgate, o que será pouco diante do aviso do INAM de continuação de chuvas fortes.
Apesar da calamidade que já se arrasta há quatro dias, o presidente moçambicano ainda não se deslocou ao local. “Presidente Nyusi totalmente quieto. Poderia pelo menos dar uma volta em Boane para ver de perto a situação do povo.”, escreveu Alexandre MZ no Twitter.
De acordo com este jornalista moçambicano, o “Instituto de gestão de desastres INGD opera a meio gás” e os “voluntários é que estão a fazer diferença ajudando vítimas que precisam de todo tipo de apoio.”
De acordo com a fundação Tzu Chin, “infelizmente ainda há muita gente nas árvores e pendurada nos telhados em Boane. São pessoas que perderam tudo e qualquer ajuda é bem vinda.”
Emtretanto, as autoridades já avisaram que a situação que se vive em Boane pode estender-se para Magude, Manhiça e Xinavane, devido à subida de caudal do rio Incomati.
“Só para ter uma ideia, estamos a falar de uma situação quase idêntica às cheias de 2000”, diz o jornalista na rede social.
A Tzu Chi Foundation está envolvida nas operações de resgate em Boane. Uma situação caótica, segundo a organização. São 10km de corrente de água que separa os dois lados. A fundação já montou 4 centros de acolhimento que já recolheu mais de 4000 vítimas das cheias.
Até na Matola, os técnicos do tribunal judicial tiveram de transferir processos judiciais para um lugar mais seguro face as inundacões provocadas por chuvas intensas que caem desde terca-feira.
ÚLTIMO BALANÇO DO INGD
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) tem feito comunicados, um dos quais um “resumo do impacto das chuvas na província e cidade de Maputo.”
“No período que vai de 07 a 09 de Fevereiro, contabilizam-se 13 910 pessoas afectadas pelas inundações, em resultado das últimas chuvas, sendo a esmagadora maioria (13 775) da cidade de Maputo.
Os remanescentes 135 são da província de Maputo onde foram registados quatro óbitos.
Oito casas ficaram parcialmente destruídas, todas na cidade de Maputo, onde 2755 residências se encontram inundadas, afectando igual número de famílias.
Relativamente aos desabrigados, o cumulativo situa-se nos 180. A estas pessoas juntam-se outras 15 que se encontram sitiadas.
As inundações afectaram também 15 escolas e cinco hospitais nos dois pontos.”
ABERTOS CINCO CENTROS DE ACOMODAÇÃO
“No âmbito da assistência às vítimas das inundações na província e cidade de Maputo, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) colocou logo em funcionamento três centros de acomodação.” Logo depois passaram a cinco.
“Os três centros acolhem, actualmente, as 180 pessoas que estavam desalojadas, número correspondente a 35 famílias.
O número de pessoas afectadas, refira-se, subiu para 30 mil, o que corresponde a 5721 famílias.
Contabilizam-se, neste momento, 4286 casas inundadas, 13 escolas afectadas, entre outros danos.
Até ao momento, operações de buscas e salvamento permitiram o resgate de 14 mil pessoas que foram encaminhadas para os Centros de Acomodação, onde estão instaladas equipas multissectoriais que trabalham no sentido de criar condições para conferir o mínimo de dignidade às vítimas.
As equipas multissectoriais contam com elementos da saúde, para assistência sanitária, e da Electicidade de Moçambique (EDM), para a provisão da corrente eléctrica.
As operações de busca e salvamento prosseguem, sobretudo nos pontos mais afectados, como é o caso do distrito de Boane.
O INGD conta a partir de hoje, 11 de Fevereiro, com mais cinco barcos, anunciou a Presidente Luísa Celma Meque.”
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Quem quiser contribuir e ajudar pode fazê-lo.
Nome: FUNDAÇÃO TZU CHI MOZAMBIQUE
Banco: Millennium BIM
Conta: 305057726
NIB: 0001 0000 0030 5057 7265 7
IBAN: MZ59 0001 0000 0030 5057 7265 7
SWIFT: BIMOMZMXXXX

Créditos Imagem:

Tzu Chi Foundation Mozambique Facebook

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