Brigitte Macron: condenadas 10 pessoas por assédio online

 |  Marita Moreno Ferreira  | 

O Tribunal de Paris condenou dez pessoas — oito homens e duas mulheres — por assédio online contra Brigitte Macron. A difusão de alegações falsas e comentários degradantes sobre o género e a vida pessoal da primeira-dama francesa deram azo a penas prisão suspensa, formação obrigatória sobre discurso de ódio e, num dos casos, pena de prisão efetiva por ausência em tribunal.

Os  condenados, oito homens e duas mulheres com idades entre os 41 e os 65 anos, foram considerados culpados de disseminar alegações falsas e comentários “particularmente degradantes, insultuosos e maliciosos”, segundo a decisão judicial. O caso expôs a persistência de teorias conspiratórias e ataques digitais contra figuras públicas.
Os conteúdos publicados incluíam boatos infundados sobre a identidade de género de Brigitte Macron, bem como insinuações ofensivas relacionadas com a diferença de idade entre a primeira-dama e o Presidente Emmanuel Macron. Estas narrativas conspiratórias circularam durante anos em plataformas digitais, alimentando campanhas de desinformação e ataques pessoais.
Oito pessoas receberam penas suspensas de quatro a oito meses de prisão, uma pessoa foi condenada a seis meses de prisão efetiva por não ter comparecido à audiência e uma décima arguida foi obrigada a frequentar um curso de sensibilização sobre discurso de ódio e ciberbullying.
O tribunal sublinhou que a decisão pretende enviar um sinal claro sobre a gravidade do assédio digital e o impacte real que campanhas de difamação podem ter na vida das vítimas.
Brigitte Macron afirmou que avançou com o processo para “dar o exemplo” e combater a normalização do assédio online, um fenómeno que afeta tanto figuras públicas como cidadãos comuns. O caso reacende o debate sobre responsabilidade digital, limites da liberdade de expressão e a necessidade de reforçar mecanismos de proteção contra campanhas coordenadas de ódio.

Assédio em Portugal

O número de casos deste género tem aumentado substancialmente nas redes sociais e gerado queixas oficiais, bem como reacções de pais, associações, figuras públicas e entidades oficiais.
Portugal não escapa a este infeliz fenómeno, caracterizado por uma generalizada falta de educação e de civismo básico. A falta de consideração pelo próximo é agravada por um sentimento de impunidade irreal particularmente convidativo à partilha irreflectida desses conteúdos.
Como alerta, fica aqui a informação de mais de uma década de queixas apresentadas às autoridades portuguesas, relativas a abusos do mesmo tipo cometidos nas redes sociais. Todas as acções têm consequências e os entusiastas da experiência virtual devem exercer toda a contenção e respeito possíveis online.

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