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Mãe, pai e irmãos morreram debaixo dos escombros em Jindayris, na Síria

Bebé ‘milagre’ nasceu durante terremoto

 |  Alexandra Ferreira  |  ,

Sobreviveu milagrosamente ao terremoto. Não se sabe como. Os socorristas sírios recuperaram o corpo do ‘recém-nascido’ dos escombros ainda com o cordão umbilical intacto.

Alguém filmou o momento em que um homem sai a correr do meio dos escombros a segurar nas mãos um recém nascido empoeirado.Quando foi resgatada, a bebé Aya – nome que significa milagre em árabe – ainda estava ligada à mãe pelo cordão umbilical. A mãe conseguiu dar à luz, mas não sobreviveu…

Aconteceu em Jindayris, na Síria, e a recém nascida foi logo entregue aos cuidados de um médico do hospital nas proximidades de Afrin que já disse publicamente que a bebé “agora já está estável”.

Aya foi resgatada dos escombros de um prédio no noroeste da Síria. Tudo indica que a mãe da menina terá dado à luz depois do terremoto e já debaixo de escombros.
Ninguém sabe o que terá acontecido já que a sua mãe, o pai, quatro irmãos e a tia morreram debaixo dos escombros.

O vídeo que se tornou viral nas redes sociais mostra um homem a correr vindo dos escombros com um recém nascido nas mãos.

O prédio onde a família morava foi um dos cerca de 50 destruídos pelo terremoto de magnitude 7,8, em Jindayris, uma cidade perto da fronteira com a Turquia.

A menina tem familiares como o tio, Khalil al-Suwadi, que correu para o local quando souberam da notícia do desabamento.

Al-Suwadi, o tio da menina, disse que a equipa ouviu um som enquanto estava a cavar no entulho. “Foi quando sacudimos a poeira e encontramos a bebé com o cordão umbilical intacto. Cortamos e levamos para o hospital.”

“Ela chegou na segunda-feira em estado critico, hipotermia, tinha inchaços, hematomas e mal respirava”, diz Hani Marouf, o pediatra que a está a tratar.

Aya já foi fotografada dentro de uma incubadora e, devido ao vídeo que viralizou na internet, já há milhares de pessoas a ofereceram-se para adotar a menina que nasceu sob os escombros de um prédio que desabou no noroeste da Síria após o terremoto de segunda-feira (06/02).

O diretor do hospital onde Aya se encontra, Khalid Attiah, diz que recebeu dezenas de ligações de pessoas de todo mundo a querer adotá-la mas não vai permitir que ninguém a adote agora.

“Até que a família distante retorne, estou a tratá-la como se fosse minha filha”, explica.

O diretor do hospital tem uma filha apenas quatro meses mais velha que Aya e, por isso, a sua mulher está a amamentar a recém nascida.

Entretanto, já chegou ao hospital o tio-avô de Aya que se tornará na família adotiva do bebé.

Um funeral conjunto foi realizado para os pais, quatro irmãos e a tia, que estavam entre as 1.800 pessoas mortas no terremoto na Síria.

De acordo com os governos de Damasco e dos Capacetes Brancos, onde equipes de resgate voluntárias operam em áreas controladas pela oposição, outras 4.500 pessoas morreram na Turquia, o epicentro do terremoto.

Até agora, os Capacetes Brancos relataram 1.020 mortes, mas disseram que o número deve aumentar. ‘Aumento significativo’

As  Nações Unidas querem ajudar as pessoas mas as entregas foram interrompidas devido a estradas danificadas e outros problemas logísticos.

Também exortou o governo a não politizar a entrega da ajuda quando tantas pessoas estão à espera desesperadamente por ajuda

Antes do terremoto, 4,1 milhões de pessoas no noroeste, a maioria dos quais são mulheres e crianças, dependem de ajuda humanitária para sobreviver.

 

Créditos Imagem:

SpacebarMediaTH / BBC

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